domingo, 7 de agosto de 2016
A morte de Uzá
Muito se questiona sobre Uzá, que embora sendo levita, foi punido com a morte por haver tocado na ARCA da aliança quando os bois tropeçaram no caminho a Jerusalém, no reinado de Davi. Alguns apresentam as mais diversas justificativas e fazem aplicações com base no ocorrido, no entanto, boa parte das justificativas e aplicações, simplesmente desconsideram fatos de bastante relevância no contexto histórico, por exemplo: a qual dos clãs levítico pertencia Uzá? Para transportar a Arca, não bastava ser levita, era necessário pertencer ao clã próprio para essa função, no caso, o clã dos coatitas.
Vamos entender o que aconteceu.
O ambiente era de festa, pois a ARCA estava sendo levada para Jerusalém. Como os levitas não tinham mais a função de transportar o tabernáculo (pois já estavam na terra) Davi organizou os levitas e lhes atribuiu varias funções como porteiros, ajudantes nos sacrifícios e, sobretudo a de cantores. Davi selecionou os melhores cantores e organizou a adoração por meio do louvor em Israel, até os descendentes de Coré, que foi o responsável pela rebelião no deserto, foram arrolados no coral, tendo como regente do primeiro coro Hemã, filho de Joel, que remonta a Corá, líder da rebelião contra Moisés no Êxodo (Números 16.32) os filhos de Corá que não pertenciam à rebelião do pai, e permaneceram vivos como consta no Capitulo 26.11 do mesmo livro de Números.
Dentre os levitas cantores, estava Uzá, que pertencia ao clã dos meraritas (I Crônicas 6.29,30). Os meraritas transportavam os objetos sagrados em carros de bois, e não havia proibição alguma sobre o tocar nos objetos que eles transportavam. No entanto, dois erros foram cometidos aqui, não somente por Davi, mas também por seus assessores:
UTENCILIOS SAGRADOS
1° Uzá não pertencia ao clã dos coatitas, portanto, não era o levita mais indicado para conduzir a ARCA até Jerusalém...
2° A ARCA não deveria ser transportada em carros de bois, mas sobre os ombros dos coatitas.
Esses foram os erros principais da causa da morte de um levita que intentou agir corretamente mas que acabou cometendo um dos mais graves sacrilégios dos tempos da Lei Mosaica, tocar em um objeto que aos judeus comuns, nem mesmo era permitido olhar.
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